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A família e a transmissão da fé

Logo PFSe Deus que é o Criador, se fez carne e nasceu no seio de uma família, como podemos nós não dar o valor a esse tesouro? Será que colocamos nossa família como um dos nossos tesouros mais preciosos? Jesus nos mostrou que é no seio de uma família que temos o primeiro contato com o amor.

Muitos podem ter dificuldade de encontrar o amor em suas famílias. Se o amor não se encontra em uma família é porque Deus também não se encontra nela. Onde está a fé em nossos corações? Nunca encontraremos o verdadeiro amor se não formos ao encontro do Amado. “Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.” (1 Jo 4, 7-8).

Sou de uma família católica que desde pequena me mostrou o valor da família e da fé, meus pais foram as primeiras pessoas que me levaram a Igreja. Na minha religião sempre aprendi que devemos como cristãos ser espelho de Cristo, portanto como família espelhos da Sagrada Família. Ser esse espelho não é uma tarefa fácil, mas Deus nunca nos prometeu facilidade e sim felicidade.

A família é o primeiro contato que temos com o mundo, aqueles que formam nossa família tornam-se nossos maiores exemplos na formação da nossa personalidade, se vivemos uma realidade de condutas lamentáveis e grande violência, é porque a base esta fraca. A base de nossa sociedade é a família, se essa base não é construída com solidez ela não será capaz de sustentar mais nada. Se quisermos cidadãos conscientes precisamos fortalecer a base, para que a nossa realidade possa começar a mudar devemos dar o devido valor à essência dela, a FAMÍLIA.

Para que a nossa família possa viver o exemplo da Sagrada Família, e sendo a nossa família como for, com nossos pais, avós, tios, irmãos, independente de quem forma nossa família, devemos aprender a amar. Para aprendermos a amar basta darmos uma simples resposta a este convite: “Eis que estou a porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo.” (Ap 3, 20)

Estás disposto a abrir a porta?

A escolha deve partir de cada um, porque assim é o amor, uma ESCOLHA e não um sentimento como algo que sentimos e logo passa, mas como uma escolha que ultrapassa as dificuldades, suporta tudo, crê em tudo. Quem escolhe mergulhar no amor de Deus, sentirá transbordar em si a vontade de levar esse amor, e assim com gratuidade levaremos o Médico a quem está doente.

De graça recebemos de Deus e de graça devemos dar ao irmão. Dispor de si e se dispor aos outros é uma grande manifestação de amor, que brota do coração de quem se encontrou com o Amado. Seguir os passos de Jesus não é uma tarefa fácil, mas é uma garantia de felicidade e de vida eterna.

“Ser cristão transforma a vida pessoal e comunitária, acrescentando-lhe uma nova dimensão – o seguimento de Cristo e a fidelidade ao seu Evangelho. Para o cristão, este seguimento passa por acolher o Evangelho tal como é proposto pelo Magistério da Igreja – e não segundo as ideias, as opiniões ou os gostos de cada um, mais ou menos ditados pelas circunstâncias pessoais. Relativamente à família, isso implica algumas exigências. Estas não anulam nem contradizem o que é suposto a família ser, antes reforçam, aprofundam e confirmam o essencial com a luz do Evangelho.

Não é de estranhar, por isso, que a proposta de família apresentada pela Igreja seja submetida a duras provas na sociedade atual. As famílias cristãs são chamadas a transmitir esta fé eclesial, sobretudo aos seus membros mais novos. Os casais católicos com filhos têm, por isso, uma particular responsabilidade perante a Igreja. Responsabilidade cada vez mais difícil de levar adiante, num contexto social e cultural que promove a indiferença religiosa ou o ateísmo como atitudes “sensatas” e “esclarecidas”. É necessário, por isso, que as famílias encontrem modos adequados à transmissão da fé em tempos difíceis, para que a fé não apareça como algo deslocado no tempo, estranho ao quotidiano das crianças e dos jovens.

Sendo cada família católica uma comunidade humana e cristã profundamente original, cada uma há de encontrar o modo mais adequado de levar por diante esta tarefa da transmissão da fé. Sabendo, porém, que a fé não é simplesmente uma questão de doutrina ou de princípios morais. É um estilo de vida com provas dadas em dois mil anos de história; é uma Tradição que enraíza e dá sentido à nossa cultura; e, sobretudo, é o seguimento de uma pessoa, Jesus Cristo, o qual revela Deus ao homem e o homem a si mesmo. Assim vivida e transmitida, a fé será uma proposta dinâmica, pessoal e mobilizadora, capaz de se constituir em alternativa a modos de vida que, embora mais segundo o espírito do tempo, não respondem em plenitude aos anseios profundos do ser humano e, por vezes, contribuem poderosamente para a sua desumanização.”

Por Elias Couto

fonte:www.catolica-to.edu.br

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