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A família e o compromisso com a ética e a moral

Logo PFO estudo da ética baliza o comportamento humano e nos conduz a parâmetros conhecidos: o eterno e parabólico contraste – o bem e o mal, a virtude e o pecado, a verdade e o erro, o joio e o trigo. A moral diz respeito aos costumes e se constitui num conjunto de regras de procedimento.

Via de regra, a conduta das pessoas tem seu nascedouro na Família, cujas funções variaram no curso da História. Instituição social primária, caracteriza-se pela residência comum e pelo convívio de pais e filhos. Certo é que, desde tempos imemoriais, a Família é responsável pela “reprodução da espécie, pela criação e socialização dos filhos e pela transmissão essencial do patrimônio cultural”.

Vivemos uma época de grandes transformações e de exigências que nos impedem, muitas vezes, o compartilhar, o dialogar, o encontro. Mas a família continua sendo o referencial insubstituível. Dizia Rousseau que “a família é o primeiro modelo das sociedades políticas: o chefe é a imagem do pai; o povo, a imagem dos filhos”. É de Mirabeau esta constatação: “Os sentimentos e os costumes, que são a base da felicidade pública, formam-se no lar”. Ou, como lembrou Balzac: “a família será sempre a base das sociedades”.

O modo como nós, pais, encaramos a vida tem influência decisiva na formação dos filhos. A educação lastreada em padrões autoritários, na rigidez da intolerância, no desprezo pela inclinação transcendental, na ausência de compromisso, na ética dicotômica do indivíduo versus a sociedade irá gerar, forçosamente, cidadãos deslocados do eixo social, descrentes, sem chance de realização ou, como diz a sabedoria popular, “de mal com a vida”. É preciso encarar o mundo com realismo, mas sem perder a dimensão utópica. Depende de cada um de nós a felicidade do nosso próximo mais próximo, de nossos familiares, de nossos companheiros de trabalho, de nossos amigos. Somos responsáveis por nossos relacionamentos.

Uma visão otimista melhora a qualidade de vida, como sugere esta lenda japonesa: “Num pequeno vilarejo, havia um lugar conhecido como ‘A casa dos mil espelhos’. Um cãozinho feliz soube desse lugar e resolveu visitá-lo. Lá chegando, saltitou feliz até a entrada da casa. Olhou através da porta, com suas orelhinhas bem levantadas e a cauda balançando tão rapidamente quanto podia. Para surpresa sua, deparou-se com mil outros felizes cãezinhos, todos abanando as suas caudas como ele próprio o fazia. Abriu um enorme sorriso e foi correspondido com mil enormes sorrisos. Quando saiu da casa, pensou: ‘Que lugar maravilhoso! Voltarei muitas vezes’. Nesse mesmo vilarejo, um outro cãozinho, que não era tão feliz como o primeiro, decidiu visitar a casa. Escalou lentamente as escadas e olhou através da porta. Quando viu mil olhares hostis de cães que o olhavam fixamente, rosnou, mostrando os dentes, e ficou horrorizado ao ver mil cães rosnando e mostrando os dentes para ele. Ao sair, pensou: ‘Que lugar horrível! Nunca mais voltarei aqui’”. Conclui a lenda que todos os rostos do mundo são espelhos.

Que tipo de reflexos você vê nos rostos das pessoas que encontra?

Por Francisco Xavier Medeiros Vieira

fonte:www.catolica-to.edu.br

 

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