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Como escolher padrinhos de batismo para os meus filhos?

wqweA escolha dos padrinhos vão além do fato de ser amigo, parente ou rico

“O santo batismo é o fundamento de toda a vida cristã, o pórtico da vida no Espírito e a porta que abre o acesso aos demais sacramentos. Pelo batismo somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornamos-nos membros de Cristo, e somos incorporados à Igreja e feitos participantes da sua missão: o batismo é o sacramento da regeneração pela água na Palavra” (CIC § 1213).

Veja o quanto é importante esse sacramento! O batismo torna a pessoa filha de Deus e ela passa a fazer parte da família de Jesus, que é a Igreja. O batizado se torna um membro ativo, uma testemunha que vive a missão de anunciar Cristo aos povos. Por isso, aqueles que serão escolhidos para acompanhar os batizados precisam ter algumas características importantes. Não basta ser alguém conhecido, amigo, parente, rico ou “uma pessoa boa que faz parte da minha história”, pode até trazer as caraterísticas citadas, mas vejamos o que o Código de Direito Canônico diz:

Cân. 872 – Ao batizando, enquanto possível, seja dado um padrinho, a quem cabe acompanhar o batizando adulto na iniciação cristã e, junto com os pais, apresentar ao batismo o batizando criança. Cabe também a ele ajudar que o batizado leve uma vida de acordo com o batismo e cumpra com fidelidade as obrigações inerentes.

Cân. 873 – Admite-se apenas um padrinho ou uma madrinha, ou também um padrinho e uma madrinha.

Cân. 874 – Para que alguém seja admitido para assumir o encargo de padrinho, é necessário que:

1º seja designado pelo próprio batizando, por seus pais ou por quem lhes faz as vezes, ou, na falta deles, pelo próprio pároco ou ministro, e tenha aptidão e intenção de cumprir esse encargo;

2º tenha completado dezesseis anos de idade, a não ser que outra idade tenha sido determinada pelo bispo diocesano ou pareça ao pároco ou ministro que se deva admitir uma exceção por justa causa;

3º seja católico, confirmado (seja crismado), já tenha recebido o sacramento da Eucaristia e leve uma vida de acordo com a fé e o encargo que vai assumir;

4º não se encontre atingido por nenhuma pena canônica legitimamente irrogada ou declarada;

5º não seja pai nem mãe do batizando;

6º quem é batizado e pertence a uma comunidade eclesial não-católica só seja admitido junto com o padrinho católico, e apenas como testemunha do batismo;

O sacramento do batismo é tão importante, por isso o cuidado com aquele que vai apadrinhar o batizando. Costuma-se dizer que o padrinho ou a madrinha faz as vezes do pai ou da mãe. O que o pai e a mãe fazem ou deveriam fazer? Educar o filho na fé católica, no bons costumes, nos bons valores, deve educar para a responsabilidade e para a vida. O padrinho deve acompanhar o seu afilhado com a presença, com o bom testemunho de cristão, fazer as vezes dos pais ou auxiliar os pais em suas faltas.

Como é sério ser padrinho ou madrinha, não é verdade? Conforme o ensinamento da Igreja, a pessoa precisa viver o batismo, ou seja, ser católica, ser crismada e ter uma vida de comunhão eucarística. Uma pessoa assim está, provavelmente, inserida na vida da igreja paroquial, vai à Missa aos domingos, busca confissão periódica, é uma pessoa que busca, a todo custo, a santidade. Essa pessoa é santa? Não! Mas se percebe nela a sede de ser santa.

 

Padre Márcio do Prado

Natural de São José dos Campos (SP), é sacerdote na Comunidade Canção Nova.

fonte: cancaonova.com

 

 

 

– Como educar meus filhos com sabedoria?

 

Muitos pais se sentem desesperados quando o assunto são os filhos

 

Vivemos tempos difíceis, quando buscamos uma solução para enfrentar a rebeldia da juventude. Muitas crianças, adolescentes e jovens se rebelam contra seus pais. Qual seria, então, o caminho para os conflitos atuais e como enfrentá-los de modo cristão?

 

O ‘não’ na vida de uma criança é tão importante quanto o ‘sim’. Dizer ‘não’ indica que a liberdade tem limites. Vivemos um tempo em que a liberdade sem limites é propagada e tudo parece ser permitido. Mas a realidade mostra que liberdade sem limites se torna prisão. O ‘não’ educa a criança para a vida, mostra a ela que até determinado ponto pode-se ir, mas ultrapassar aquele limite é perigoso.

 

Dizer ‘não’ significa ensinar às crianças que nem na vida tudo é permitido. O fato de receber um ‘não’ amadurece a criança, o adolescente e o jovem para a vida. Quem nunca ouviu um ‘não’, quando se deparar com ele fará birra, esperneará e rolará pelo chão. Essa cena é comum em muitos locais. O ‘não’ educa, desde que seja pronunciado com amor.

 

Não é raro muitos pais gastarem o salário de um mês suado de trabalho com as roupas mais caras para seus filhos. No desejo de atender às solicitações dos pequenos, usam todo o dinheiro em uma calça ou um tênis. No entanto, nunca têm tempo para perguntar aos filhos como estão na escola, quem são seus amigos ou se estão passando por alguma dificuldade.

 

A calça, por mais cara que seja, um dia vai rasgar. O tênis, com o tempo, vai se desgastar. O brinquedo, mais cedo ou mais tarde, vai quebrar. No entanto, há valores que permanecem para sempre no coração dos filhos.

 

As frases: “Eu te amo”, “Você é importante para mim”, “Em que posso ajudá-lo?” ficam para sempre gravados no coração dos filhos. Isso não significa que os presentes não possam ser oferecidos, mas quando eles ocupam um lugar de valor essencial para a saúde emocional de um filho, está na hora de rever alguns conceitos.

 

Hoje, muitos lares estão enfrentando as “inversões de papéis”, pois a autoridade é concedida a alguém que passa a ocupar um lugar que não é seu. É muito comum vermos cenas em que crianças assumem o papel de pai e mãe dentro de uma família. Talvez, por medo de magoar os filhos, muitos pais vão concedendo às crianças uma autoridade que ainda não é o momento de experimentarem; assim, crescem “mandando” nos pais.

 

Chega um determinado momento em que a voz dos pais se cala, e a criança, o jovem ou a adolescente, é que dita as regras dentro do lar. O pai e a mãe agora são reféns das vontades e manias de uma criança de cinco anos ou de um adolescente que exige que todos os seus desejos sejam respeitados e realizados. É preciso cuidado nesses casos! Se uma criança de cinco anos “manda” dentro de casa, imaginemos o que não fará quando tiver seus quinze anos de idade. É preciso estabelecer os papéis de maneira correta dentro da família, e todos saberem quem é o pai, a mãe e o filho.

 

Nas Sagradas Escrituras lemos: “Não se deixem enganar: ‘As más companhias corrompem os bons costumes’” (1 Cor 15,33). Hoje, muitos pais não sabem quem são os amigos e amigas de seus filhos. Esses mesmos pais, por vezes, se perguntam: “O que fiz de errado na educação dos meus filhos? Sempre os levei para a Igreja, mas agora estão em um caminho errado…”. Diante dessas questões que afligem tantos pais e mães, é preciso saber com quem os filhos estão andando. Quem são os amigos dos seus filhos? Quais influências eles exercem sobre suas crianças? Amigos que caminham nas trevas também levam outros para o mesmo caminho. Por isso, sempre será necessário que os pais conheçam os amigos de seus filhos e os oriente sobre o perigo de se envolverem com quem caminha longe da luz de Deus.

 

Padre Flávio Sobreiro

Bacharel em Filosofia pela PUCCAMP e Teólogo pela Faculdade Católica de Pouso Alegre (MG)

fonte:cancaonova.com