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Imaculado Coração de Maria

Imaculado-Coração-de-Maria (Sábado após o II domingo depois de Pentecostes)

 A festa do Imaculado Coração de Maria é celebrada no dia seguinte da solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Ambas as festas nos remete a uma reflexão acerca da centralidade do ser humano, ou seja, o coração do ser humano. São Agostinho outrora já anunciava esta centralidade do homem, como sendo o coração, de onde germina toda vitalidade da vida espiritual.

O coração de Maria, tal qual o de seu Filho Jesus, nos ensina a ser mansos e humildes de coração. Maria, segundo os evangelistas, guardava tudo em seu coração, e certamente nele meditava as palavras salvíficas do Cristo. É a exemplo do coração da mãe que podemos aprender a meditar, ruminar e nutrir nosso ser com as palavras divinas.

Este título conferido a Mãe de Deus também nos ensina que seu coração foi puríssimo e nele quis Deus fazer morada, do mesmo modo nós devemos desejar ter um coração como o de Maria, para que cotidianamente Deus venha fazer morada em nosso coração. O coração de Maria é Imaculado, ser e ter um coração imaculado representa muito mais do que ter um coração sem pecado. Significa ter um coração como o de uma criança, a qual sempre está aberta ao novo, ao diferente, e por ser sempre manso e aberto, este coração torna-se capaz de acolher e viver o mandamento do Senhor, isto é, o mandamento do amor.

O coração da Mãe de Deus acolhe a todos sem distinção de raça, credo ou qualquer classificação possível, pela razão de ser este coração pleno de amor e por estar transbordando de amor é que se torna capaz de somente amar.

 “A menção do coração orientou o cristão antes de tudo para o fundamento do ser de Maria, visto de modo particular na sua sensibilidade e irradiação humana. Enquanto a solenidade da Imaculada Conceição nos faz contemplar “do alto”, por assim dizer, o ser de Maria envolto numa luz divina, deslumbrante, a memória de hoje revela-nos o centro de tal ser na sua capacidade e prontidão materna de amar. É evidente que o homem acha mais fácil aproximar-se desse centro humano, repleto da graça de Deus, porque lhe oferece a possibilidade de encontrar Maria “coração a coração”. A atração humana que ela exerce torna-se assim mais íntima, delicada, e aprofunda, por outro lado, a receptividade do crente com relação ao mistério de Maria e do mistério de Cristo e de Deus, que se fez transparente em seu coração. Por isso a devoção ao “Coração de Maria” – surgida não por acaso na Idade Média por obra de crentes dotados de graças místicas, propagada na era moderna por João Eudes (+1680) e que chegou ao ponto culminante com a consagração de toda a Igreja ao Coração de Maria realizada por Pio XII (08-12-1942) – constitui um impulso poderoso para unir-se interiormente ao amor de Cristo e dos homens, que enche o ser da Bem-Aventurada Virgem.” (1)

 O Coração da Virgem Mãe não só acolhe e ama, mas, sobretudo, nos ensina a amar. E com as seguintes palavras o papa Paulo VI nos fala acerca do Puríssimo Coração de Maria:

“Possa o Coração Imaculado de Maria brilhar doravante ante o olhar de todos os cristãos como modelo de perfeito amor para com Deus e para com o próximo; que Ele os conduza à frequência dos Sacramentos, pelos quais as almas são purificadas das manchas do pecado e dele defendidas; os estimule além disso a reparar as inúmeras ofensas feitas à Divina Majestade; refulja, enfim, como estandarte de unidade e incite a aperfeiçoar os vínculos de fraternidade entre todos os cristãos no seio da única Igreja de Jesus Cristo, a qual, «guiada pelo Espírito Santo, honra a Virgem Maria como Mãe amantíssima, dedicando-lhe afecto de piedade filial» (L.G. 53). (2)

 Oração ao Imaculado Coração de Maria

“Ó Deus, que preparastes uma digna habitação do Espírito Santo no Coração da Bem-Aventurada Virgem Maria, pela sua intercessão concede também a nós, teus fiéis, a graça de sermos templos vivos da tua glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 Por Osvaldo Maffei

 

(1) BEINERT, W. (org) O culto a Maria hoje.  3.ed. São Paulo: Paulinas, 1980, p.248-249.

(2) EXORTAÇÃO APOSTÓLICA do Papa Paulo VI sobre “SIGNUM MAGNUM”  Disponível em: http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/apost_exhortations/documents/hf_p-vi_exh_19670513_signum-magnum_po.html