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Nossa Senhora de Fátima

Italy, Laco di Garda, LakeNossa Senhora de Fátima – 13 de maio

Nossa Senhora, no dia 13 de maio apareceu a três pastorinhos, pela primeira vez, em uma região montanhosa chamada Serra d’Aire (também chamada de Cova da Iria), centro geográfico de Portugal. A Virgem Mãe a aparecer para Lúcia, Francisco e Jacinta seis vezes e em todas essas aparições, a mensagem deixada por Nossa Senhora era sempre a de que precisavam rezar e penitenciar pela conversão dos pecadores.

Em 13 de maio de 1917, estando os três pastorinhos, Lúcia, Francisco e Jacinta, brincando, enquanto suas ovelhas pastavam, eis que notaram um clarão vindo de um pequeno arbusto. Mais que depressa correram àquela pequena árvore, chamada azinheira, e avistaram sobre a copa uma Bela Senhora. Esta Senhora estava vestida de uma alva tão branca que brilhava mais do que o sol, sendo que dela irradiava uma luz clara e intensa. “Sua face, indescritivelmente bela, não era nem alegre e nem triste, mas séria, com ar de suave censura. As mãos juntas, como a rezar, apoiadas no peito, e voltadas para cima. Da sua mão direita pendia um Rosário. As vestes pareciam feitas somente de luz. A túnica e o manto eram brancos com bordas douradas, que cobria a cabeça da Virgem Maria e lhe descia até os pés.”[1]

A Virgem Maria, quando, pela primeira vez apareceu às três crianças, usando de voz materna e suave as tranquilizou, dizendo:

Nossa Senhora: “Não tenhais medo. Eu não vos farei mal.”

E Lúcia pergunta: “Donde é Vossemecê?”

Nossa Senhora: “Sou do Céu!”

Lúcia: “E que é que vossemecê me quer?

Nossa Senhora: “Vim para pedir que venhais aqui seis meses seguidos, sempre no dia 13, a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero. Em seguida, voltarei aqui ainda uma sétima vez.”

Lúcia: “E eu também vou para o Céu?”

Nossa Senhora: “Sim, vais.”

Lúcia: “E a Jacinta?”

Nossa Senhora: “Também”

Lúcia: “E o Francisco?”

Nossa Senhora: “Também. Mas tem que rezar muitos terços”.

Nossa Senhora: “Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser mandar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores?”

Lúcia: “Sim, queremos”

Nossa Senhora: “Tereis muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto”.

Ao pronunciar estas últimas palavras, Nossa Senhora abriu as mãos, e delas saía uma intensa luz. Os pastorinhos sentiram um impulso que os fez cair de joelhos, e rezaram em silêncio a oração que o Anjo havia lhes ensinado:

As três crianças: “Ó Santíssima Trindade, eu Vos adoro. Meu Deus, meu Deus, eu Vos amo no Santíssimo Sacramento.”

Passados uns momentos, Nossa Senhora acrescentou:

“Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo, e o fim da guerra.”

Em seguida, cercada de luz, começou a elevar-se serenamente, até desaparecer.[2]

 

Com esta mesma ternura afável, Nossa Senhora apareceu outras vezes e em todas elas solicitou que rezassem o terço. Na segunda aparição reuniram-se cerca de 50 pessoas, em torno das crianças videntes, mas somente os pastorinhos viam a Virgem. Eis o diálogo da segunda aparição:

 

Lúcia: “Vossemecê que me quer? ”Nossa Senhora: “Quero que venhais aqui no dia treze do mês que vem. Que Rezeis o Terço todos os dias, e que aprendais a ler. Depois direi o que quero”

Lúcia pediu a cura de uma pessoa doente, e Nossa Senhora lhe disse:

“Se se converter, curar-se-á durante o ano.”

Lúcia: “Queria pedir-lhe para nos levar para o Céu”.

Nossa Senhora: “Sim. A Jacinta e o Francisco, levo-os em breve. Mas tu, ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-se de ti para me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração. A quem a abraçar, prometo a salvação. E serão queridas de DEUS estas almas, como flores postas por Mim a adornar o Seu trono”.

Lúcia: “Fico cá sozinha?”

Nossa Senhora: “Não filha. E tu sofres muito? Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio, e o caminho que te conduzirá até Deus”.[3]

Os relatos das aparições descrevem que sempre ocorria no local uma variação atmosférica, por exemplo, o sol se ofuscava e uma brisa soprava. Em todas as vezes que Nossa Senhora aparecia aos pastorinhos, seu pedido era para que rezassem o rosário e fizessem penitência pela conversão dos pecadores.

As aparições na Cova da Iria, atraia sempre mais devotos, e por isso sempre mais acrescia o número da multidão, que sabendo sobre os acontecidos miraculosos de Nossa Senhora de Fátima, acorriam a ela pedindo sua intercessão. Na quinta aparição da Virgem já estavam presentes cerca de 20 mil pessoas. No entanto, apenas quem via Maria Santíssima eram os pastorinhos.

Na sexta e última aparição de Nossa Senhora, estavam presentes cerca de 70 mil pessoas que com fé e devoção rezavam o terço. Ao aparecer, a Virgem se dirige as três crianças da seguinte forma:

“Quero dizer-te que em Minha honra, que sou a Senhora do Rosário, que continuem sempre a rezar o Terço todos os dias. A guerra vai acabar e os militares voltarão em breve para suas casas”.

Em seguida, Nossa Senhora abrindo as mãos fez que elas se refletissem no sol, e começou a se elevar para o Céu. Nesse momento, Lúcia apontou para o céu e gritou: “Olhem para o sol!”

A multidão assistiu, então, ao grande milagre do sol. Enquanto isso, os pastorinhos viram São José com o Menino Jesus, e Nossa Senhora do Rosário. Era a Sagrada Família. A Virgem estava vestida de branco, com um manto azul. São José também estava vestido de branco, e o Menino Jesus de vermelho claro. São José abençoou a multidão, traçando três vezes o Sinal da Cruz. O Menino Jesus fez o mesmo.

Lúcia então, teve a visão de Nossa Senhora das Dores, e de Nosso Senhor, acabrunhado de dor, no caminho do Calvário. Nosso Senhor traçou um Sinal da Cruz para abençoar o povo. Finalmente apareceu, numa visão gloriosa, Nossa Senhora do Carmo, coroada Rainha do Céu e da Terra, com o Menino Jesus ao colo.

Enquanto os pastorinhos tinham essa visão, a grande multidão de quase 70 mil pessoas assistiu ao milagre do sol.
Tinha chovido durante toda a aparição. Mas, no momento em que a Santíssima Virgem desaparecia, e que Lúcia gritou “olhem para o sol!”, as nuvens se entreabriram, deixando ver o sol como um imenso disco de prata.

Brilhava com intensidade jamais vista, mas não cegava. A imensa bola começou a “bailar”. Como uma gigantesca roda de fogo, girava rapidamente.

Parou por certo tempo, mas, em seguida, começou a girar sobre si mesmo, vertiginosamente. Depois, seus bordos tornaram-se vermelhos, e deslizou no céu, como um redemoinho, espargindo chamas de fogo.Essa luz refletia-se no solo, nas árvores, nos arbustos, nas próprias faces das pessoas e nas roupas, tomando tonalidades brilhantes e diferentes cores.

Em seguida, por três vezes ficou animado de um movimento rápido. O globo de fogo pareceu tremer, sacudir-se e precipitar-se em ziguezague sobre a multidão aterrorizada. Durou tudo uns dez minutos. Finalmente o sol voltou em ziguezague para o ponto de onde se tinha precipitado, e ficou novamente tranqüilo e brilhante, com o mesmo brilho de todos os dias.

Muitas pessoas notaram que suas roupas, ensopadas pela chuva, tinham secado subitamente.

O milagre do sol foi visto, também, por numerosas testemunhas que estavam fora do local das aparições, até a 40 quilômetros de distância. O jornal “o século” de grande circulação em Portugal, documentou esse espetacular milagre do sol, e publicou uma grande reportagem sobre esse impressionante acontecimento.[4]

Nossa Senhora de Fátima apresentou-se diante de três crianças. E sabia que poderia contar com aqueles três pastorinhos. No coração de criança não há maldade, não há rancor, há sim amor e docilidade, cordialidade e acolhe tudo e a todos com carinho e dedicação. Assim, entendemos porque Maria escolheu três crianças para pedir que rezassem e anunciasse sua mensagem aos demais.

A aparição de Fátima nos ensina que devemos ter um coração de criança. Assim como o Senhor nos ensinou: “Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como as crianças, de modo algum entrareis no Reino dos Céus. Aqueles, portanto, que se tornar pequenino como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus” (Mt 18,3-4).

 

Oração a Nossa Senhora de Fátima

 

Ó Deus, que mediante a Santíssima virgem que nos montes de Fátima vos dignastes a revelar a três humildes pastorinhos os tesouros de graças contidas na prática do vosso Rosário, incuti profundamente em nossa alma o apreço, em que devemos ter esta devoção, para vós tão querida, a fim de que, meditando os mistérios da nossa Redenção que nela se comemora, nos aproveitemos de seus preciosos frutos, em honra vossa e proveito de nossas almas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

Por Osvaldo Maffei


[1] Fonte: http://www.devotosdefatima.org.br/aparicoes2.html

[2] Todo este trecho acima foi retirado do site www.devotosdefatima.org.br

[3] Idem.

[4] Idem.