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Tráfico humano é tema da Campanha da Fraternidade 2014

230214_01“Fraternidade e Tráfico Humano” foi o tema escolhido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para ser trabalhado na Campanha da Fraternidade (CF) deste ano. Sob o lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1), focado no método “ver, julgar e agir”, a CNBB pretende identificar as práticas de tráfico em suas várias formas, e denunciá-las como violação da dignidade e da liberdade humana. Para isso, espera contar com os cristãos e toda a sociedade brasileira.

>>>O tema foi debatido em palestra na Arquidiocese do Rio

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc) aponta que cerca de 2,4 milhões de pessoas são vítimas do tráfico de seres humanos. Isso que gera um lucro anual de mais de U$ 32 milhões. Já a Pesquisa Nacional sobre o Tráfico de Mulheres, Crianças e Adolescentes (Pestraf) mapeou em 2003 cerca de 241 rotas de tráfico dentro e fora do Brasil.

Segundo o professor do Departamento de Direito da PUC-Rio e procurador de Justiça no Ministério Público do Rio de Janeiro Adolfo Borges Filho, o tráfico de pessoas, de certa forma, congrega vários tipos de violações. Entre elas, os delitos sexuais, que são aliciamentos para a prostituição e podem ser ou no próprio país ou ocorrer internacionalmente; a exploração de mão de obra; os tráficos de órgãos e o de crianças, para as mais diversas atividades exploratórias.

>>>Entrevista professor Adolfo Borges Filho

Caridade e dignidade humana

Conforme defendeu o arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, durante toda a Trezena de São Sebastião, no início deste Ano Arquidiocesano da Caridade, a prática desta virtude está ligada, dentre outras, à promoção da dignidade humana. E tudo aquilo que fere a dignidade humana deve ser combatido pelos cristãos.

“Esta campanha, no contexto do Ano Arquidiocesano da Caridade, é momento especial e oportuno para pensar no que fazer para que a caridade possa se manifestar diante de tantas pessoas marcadas pelo sofrimento originado por muitas causas e que dominam cada ser humano e nossa sociedade. É momento de mobilizar a Igreja e os segmentos da sociedade, a fim de se solidarizarem com as pessoas que sofrem a experiência do tráfico humano nas suas mais diversas modalidades”, disse o vigário episcopal para a Caridade Social, cônego Manuel Manangão, em um artigo publicado no jornal “Testemunho de Fé”.

Materiais

Para subsidiar os debates e ponderações nas paróquias, a CNBB disponibiliza um manual sobre a campanha, livretos que guiarão os encontros e um curso à distância com duração de 40 horas, promovido pela equipe executiva da CF da CNBB (veja matéria na página 18).

Por arqrio.org